segunda-feira, 25 de abril de 2016

Há um resto de esperança no teu olhar...












No amanhã adormecido 
do caos do infinito,
Resplandece a matéria intacta ao tempo,
não apoderada ainda 
pelo inefável destino.
Intocada, segue inocente 
aos apelos divinos,
sua estéril semente 
a espera de germinar ansiosa
entre os desejos da carne 
e incompreensíveis sonhos da alma...
Em sua bruta condição de larva, 
refém em seu casulo imaginário,
ávido ao um cosmos sedento de mistérios!
Mas, vai firme e perene 
o teu olhar no firmamento
como um farol reluzente, 
onde minha nau segue firmemente:
Em busca da razão 
de estar neste universo...
simplesmente.




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